segunda-feira, 7 de maio de 2012

ARQUEIROS DO GIBI


Super Arqueiros da primeira Idade de Ouro dos Quadrinhos


O Arqueiro, guerreiro polonês da 2a. Guerra Mundial


Os arqueiros dos quadrinhos, sempre me fascinaram. Por isso, estou fazendo um levantamento dos principais e mais bem-sucedidos nas páginas dos gibis e, dentro em breve, estarei postando o resultado neste blog. Basta, você, leitor amigo, aguardar um pouco...

Lembro, na minha infância e adolescência resumiam-se a: O Arqueiro (ou Marksman), herói polonês que combatia nazistas e japoneses fortemente armados com um arco e muitas flechas; o Flecha Dourada, cowboy singular, que combatia os malfeitores do velho Oeste; e o Arqueiro Verde que com a ajuda de seu parceiro Ricardito, lutava contra bandidos de sua cidade de origem.


Flecha Dourada, cowboy arqueiro



Já adulto tomei conhecimento de outros arqueiros, tais como: Alias, o Aranha, da editora Quality, Archer Black, da Marvel, o Gavião Arqueiro (Hawkeye), também da Marvel e de alguns outros que listarei oportunamente.

Quem quiser participar comentando seus preferidos é só me enviar suas colaborações para o email: mrjustice2010@hotmail.com  ou incluí-las no tópico Comentários do blog. (José Queiroz)

sábado, 5 de maio de 2012

BARWINKEL - HOMENAGEM




O exemplar 67 de O Grupo Juvenil de abril de 2006. Sobre ele escrevi: "Amigo e irmão Barwinkel. Recebi o GJ67. Para mim, o destaque da capa, mesmo concorrendo com  calcinha de Mary Marvel e a beleza de VIRGÍNIA MAYO é, sem dúvida, o retrato do Frei (em outro ocasião revelarei porque chamo Barwinkel de frei) segurando alegremente o troféu (merecido) que lhe foi concedido no 22o. PRÊMIO ÂNGELO AGOSTINI na modalidade MESTRES DOS QUADRINHOS NACIONAIS".


Nas páginas do fanzine O Grupo Juvenil, Frederico Jorge Barwinkel tinha o hábito de desnudar as heroínas (e super) que, no passado, havia desfilado, por sinal, bem vestidas, diante de seus olhos escancarados de infante. Por causa disto, criei o bordão Coisas do Barwinkel que utilizava sempre ao me referir aos strip-teases perpetrados pelo meu Gênio do Bem. Ele gostou tanto que o adotou e o publicou nas páginas do GJ; e mais ainda, como uma vindita sadia, criou a "sessão" Coisas do Queiroz...


Coisas do Barwinkel e, em represália, Coisa do Queiroz. Pena que o miolo do GJ tivesse sido publicado somente em preto-e-branco.


Barwinkel foi um amante inveterado dos gibis de antigamente. Nos seus escritos, nem sempre em português castiço, mas que comunicava muito bem, exteriorizava a sua paixão pelos quadrinhos com uma linguagem simples e poderosamente nostálgica. Em seus escritos, destacava pequenos detalhes, inaparentes para uma maioria de leitores, que prendia a atenção e valorizava ainda mais os trabalhos de roteiristas e desenhistas das HQs. Eis um exemplo:


Os colecionadores de gibis sempre refugaram os primeiros Guris. afirmavam que a revista só se tornou palatável depois de 1943. Antes, só publicava historinhas mequetrefes. Aos poucos, Barwinkel foi oferecendo fac-símiles dos Guris desvalorizados, com argumentos vários. No GJ de No.  66, de dezembro de 2005, ele escreveu sobre O Guri, No. 62, de 15.12.de 1942: "Mais uma Natal e mais uma edição natalina de O Guri, grossona com 148 páginas, linda capa com Papai-Noel e muitos contos, além de todos os heróis numa mesma edição(...) Nesta atual fase de O Guri, entre o elenco de heróis temos dois que podem ser considerados super-heróis: FASTASMO e MARTAN. (...) Após esta edição de Natal de 1942 não tivemos outra edição de tal envergadura, mas sempre havia uma capa comemorativa em homenagem à data".

Como afirmou Barwinkel, Martan e Fantasmo gozaram de prestígio entre os leitores de O Guri. 

O Guri, 62, e as maravilhas descritas por Barwinkel

Sobre o Biriba Mensal, No. 46, de setembro de 1953, escreveu: "No mesmo mês em que está circulando esta edição de O Grupo Juvenil, No. 65, a 52 anos, quando eu, Jotabar estava completando 20 anos, era lançado nas bancas o Biriba Mensal, 46 com suas atrações, praticamente todas com a FAMÍLIA MARVEL, que era realmente muito admirada por milhares de leitores que garantiam boas tiragens às revistas que publicavam as suas histórias. A revista Biriba surgiu em formato tablóide, semanalmente, com histórias em continuação e quando a popularidade desta acabou a revista se tornou mensal e no tamanho dos comics. Mas mesmo antes disso, ainda no formatão tablóide tablóide, ela junto  as HQs de continuação, publicava uma aventura completa em cada edição semanal, com os heróis dos comics, como os MARVELS " 

Pretendo transformar esta coluna, numa forma de comunicação regular, sem ser permanente, para divulgar as Coisas do Barwinkel em homenagem ao saudoso editor de fanzines, disseminador de fac-símiles de gibis antigos - cujas cópias eram melhores do que os originais -, gráfico experiente e excepcional garimpeiro e colecionador de gibis da Primeira Idade de Ouro e amigo e irmão pessoal.



Para complementar a matéria, postei o exemplar do citado Biriba Mensal 46, para seu deleite (este Biriba eu consegui no site do Cheguavira).





Faça o download AQUI. 


quinta-feira, 3 de maio de 2012

BLOG CHEGUAVIRA

HÁ, SIM, VIDA INTELIGENTE NA WEB


O Guri, 80, Filhote do Diário da Noite

O endereço acima é de um blog que tem o subtítulo de Sítio Literário e seu responsável chama-se Mário Jorge Vargas.

A primeira coisa que me chamou a atenção é que ele reconhece e coloca o gibi como uma forma respeitável de literatura, com direito a permanecer no mesmo pedestal de um blog que se ocupa de literatura, e se encontra preenchido por uma miríade de colunas, comentários, citações de livros, reflexões inteligentes, irônicas e divertidas com direito à versões em português e espanhol.

E quando perguntado por que tem um blog, responde: “Pra resgatar a memória dos livros e gibis, divulgar minhas ideias e pra que os outros também tenham o que tenho”. E mais, (escrevo) “Qualquer assunto sobre o qual tenho alguma ideia a expor, mesmo sabendo que no futuro poderei e poderão rir de minha ingenuidade”.

Alem dissso, não se pode esquecer as múltiplas edições preciosas  dos gibis de outrora, postadas para download, à disposição do leitor amante nostálgico.

Exemplo? Postei, abaixo, o download do O Guri, 80, de setembro de 1943, quando ainda era um Filhote do Diário da Noite.

Enfim, para mim, o blog confirma que existe mesmo vida inteligente em alguns blogs da internet. Recomendo uma visita do leitor amigo, para comprovar a veracidade da minha afirmação (José Queiroz)









Baixe o Guri 80 AQUI